FISCAIS DO IMTT


Mais de R$ 1 milhão em 12 horas

Fonte: A Critica

O sistema de bilhetagem eletrônica do Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Manaus (Sinetram) apontou que anteontem, dia em que os ônibus passaram a circular integralmente somente a partir do meio-dia, as empresas faturaram R$ 1,12 milhão. Neste valor, estão agregados o pagamento da passagem inteira de R$ 2, do Passa Fácil, vale-transporte e a meia-passagem estudantil.

Pelos dados, o número de usuários da última segunda-feira foi de 750,3 mil passageiros, considerado um número expressivo apesar da greve que durou quase a manhã toda. O faturamento médio diário, entre segunda-feira e sexta-feira, é de R$ 1,4 milhão. Ou seja, na semana, nos dias úteis, as empresas de transporte de Manaus faturam, somente com o pagamento nas catracas, aproximadamente R$ 7 milhões. A média mensal é de R$ 30 milhões. Embora seja um sistema controlado pelo Sinetram, a bilhetagem eletrônica é acessada pela Prefeitura, pelo Instituto Municipal de Transportes Urbanos (IMTU) e pelos vereadores da Câmara Municipal de Manaus.

Na sexta-feira passada (dia 28), o sistema de bilhetagem indica que cerca de 1,150 milhão de passageiros passaram pela catraca. Destes, 315.706 mil pagaram os R$ 2; 28.676 pagaram no Passa Fácil Cidadão; 219.700 usaram vale-transporte, 26 mil estudantes usaram o Smart Card antecipado; 286 mil usaram a meia-passagem em dinheiro. Usaram a integração temporal 112.214 mil pessoas. Os isentos foram 36.294 mil. Sob a alegação de estar com dificuldades financeiras, as empresas de ônibus ameaçaram não ter condições de efetuar o pagamento do 13º salário de seus oito mil funcionários e até mesmo de atrasar a folha salarial de novembro.

Anteontem, após uma greve no domingo, empresários do consórcio Transmanaus se comprometeram em pagar no próximo dia 5 o salário de novembro e, no dia 10, de efetuar o pagamento de todo o 13º. A proposta, rejeitada no domingo, foi aceita na segunda pelos trabalhadores.

O assessor jurídico da Transmanaus, Fernando Moraes, disse que até ontem à tarde, o Bradesco ainda não havia respondido sobre o pedido de empréstimo de R$ 6 milhões. A linha de crédito foi intermediada pela Prefeitura de Manaus, numa operação de empréstimo consignado. Segundo Moraes, o pagamento do 13º e da folha de novembro deve vir “do caixa das empresas”, mas que seria necessário “fazer um planejamento financeiro para levantar a quantia”.



Escrito por Fiscais do IMTU às 13h08
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BATE O DESESPERO NOS AMAZONISTAS

Fonte: Blog do Holanda

Bateu o desespero na equipe de Amazonino Mendes. Nos bastidores já é admitida a dificuldade de reverter decisão judicial que cassou o registro do prefeito eleito e de seu vice, Carlos Souza.

Um recurso será interposto junto ao tribunal, com pedido de antecipação de tutela, até o julgamento do feito pelo Pleno. Se o recurso for aceito, Amazonino será diplomado no dia 17 e tomará posse no dia 1° de janeiro. Se for rejeitado, o diploma será conferido ao segundo colocado, Serafim Correa.


A tese de que, caso o prefeito eleito não obtenha êxito outra eleição seria realizada, é discutível. Embora amparada no fato de o crime eleitoral atribuído a Amazonino Mendes e seu vice, Carlos Souza, ter ocorrido durante o primeiro turno, quando o segundo colocado, Serafim Corrêa (PSB), obteve 23% (200.423 votos), enquanto Amazonino Mendes (PTB) ficou com 46.21% (ou 402.717 votos), não deve prosperar.

Houve o segundo turno e a realidade, embora não muito diferente, favorece, neste caso, o segundo colocado. No segundo turno Amazonino obteve 57,13% dos votos contra 42,87% de Serafim. Esse fato será determinante, em caso de impedimento de Amazonino, para a diplomação e posse de Serafim Correa como prefeito de Manaus.

Por mais que pareça distante essa possibilidade - e é, considerando os vários interesses em jogo - ela existe e isso está tirando o sono de Amazonino e seus assessores.

Essa história de que tudo acaba em pizza pode não prosperar, ao menos desta vez, diante das evidências do crime de compra de voto contra Amazonino. E seus partidários começam a ter consciência disso.



Escrito por Fiscais do IMTU às 02h53
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PROMESSA ACABA COM GREVE

Fonte: Blog do Holanda

Os rodoviários resolveram pôr fim a uma greve que paralisou 100% da frota de ônibus no dia de ontem e deixou Manaus com apenas 500 veículos circulando nas primeiras horas da manhã desta segunda-feira. A Zona Leste, com seus 400 mil habitantes, estava sendo servida apenas dois coletivos até as 9 horas. A decisão de pôr fim ao movimento partiu do sindicato dos rodoviários, que ameaça retomar a greve caso as empresas não cumpram com a promessa de pagar as duas parcelas do 13° salário no dia 10.

Hoje pela manhã, o presidente do Sindicato patronal, Acyr Garcez, que incendiou o movimento dos trabalhadores ( que resultou na greve ) ao anunciar há uma semana que as empresas não pagariam o 13°salário, e que poderiam também paralisar a frota se não houvesse um reajuste da tarifa, hoje mudou o discurso: disse que greve para empresário representa prejuízo. Mas sua empresa, a Eucatur, foi a última a colocar os ônibus em circulação.

Condicionava abrir a sua garagem a aceitação da proposta feita ao sindicato dos trabalhadores de pagamento das pardcelas do 13° no dia 10.

O curioso é que as duas assembléias feitas pelo Sindicato dos Rodoviários para decidir sobre o fim do movimento paredista, ontem à noite e hoje pela manhã, foram realizadas na garage,m da Eucatur, o que levanta suspeita de conluio entre a empresa e o sindicato.



Escrito por Fiscais do IMTU às 12h54
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Serafim Corrêa negocia saída para greve dos ônibus nesta segunda

Fonte: Portal da Prefeitura

A população de Manaus vai contar nesta segunda-feira, 1º de dezembro, com 40% da frota de ônibus em circulação em conseqüência de decisão tomada pela Justiça do Trabalho depois que os trabalhadores do sistema de transporte coletivo, reunidos em assembléia geral, decidiram pela continuação da paralisação ocorrida no domingo, 30 de novembro.

Ao final do dia o Sinetram (entidade que representa as empresas de transporte coletivo de Manaus) apresentou a seguinte proposta: pagamento imediato da primeira parcela do 13º salário dos rodoviários caso fosse obtido empréstimo bancário. Em caso contrário, pagamento total do 13º do dia 10 de dezembro. O sindicato dos rodoviários pediu que o prefeito Serafim Correa e procuradora chefe em exercício da Procuradoria Regional do Trabalho, Waldirene Silva de Assis assinassem o acordo como testemunhas a fim de levá-lo para votação em assembléia. Serafim e a representante do judiciário concordaram e assinaram o documento, que, no entanto, foi recusado pelos trabalhadores que decidiram manter a paralisação. 

Um dia de negociação

Antes das 7 da manhã de domingo Serafim chegou à sede da Guarda Civil Metropolitana, localizada no bairro de Alvorada, onde presidiu uma reunião de avaliação com secretários municipais e diretores do Instituto Municipal de Transportes Urbanos (IMTU) além de procuradores do município.

 Após a comprovação de que 100% da frota estavam fora de circulação o prefeito determinou que os procuradores entrassem com pedido de liminar junto ao Tribunal Regional do Trabalho (TRE) caracterizando a paralisação como ilegal.

 O prefeito disse que na semana passada esteve reunido com empresários e rodoviários. O objetivo era evitar que a greve acontecesse. “Os empresários dizem que não têm dinheiro para pagar o 13º salário dos rodoviários. Naquele mesmo dia a Prefeitura buscou soluções para o problema”, lembrou Serafim.

 Entre as medidas adotadas pela Prefeitura para evitar a greve, Serafim informou que autorizou o pagamento adiantado de R$ 800 mil referentes aos vale-transportes comprados pela Prefeitura e distribuídos mensalmente aos servidores públicos municipais. O repasse que iria aqcontecer em dezembro foi antecipado para o meio da semana passada

 A Prefeitura também intermediou a liberação de uma linha de crédito entre o banco Bradesco e as empresas de ônibus. O empréstimo seria usado pelos empresários para o pagamento do 13º salário dos rodoviários.

Com a decisão do sindicato dos trabalhadores de continuar com a paralisação na segunda-feira, o prefeito Serafim Corrêa está empenhado na busca de soluções como a utilização dos ônibus executivos criando alternativas para que a população tenha o menor prejuízo possível. 



Escrito por Fiscais do IMTU às 02h49
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GREVE PARALISA SISTEMA DE TRANSPORTE DA CIDADE



Fotos acima: Blog do Holanda


Texto e fotos por Álisson Castro (alissonzeiten@oi.com.br)


Trinta de novembro de 2008 não será  uma data fácil de ser esquecida na cidade de Manaus. Neste dia todo o sistema de transporte público da cidade de Manaus ficou paralisado por causa da greve dos rodoviários. Pela primeira vez na cidade nenhum ônibus saiu das sete garagens que compõe o Consorcio Transmanaus, empresa que opera no sistema de transporte.



Ônibus atravessado no portão da Viação Via verde impedia a saída dos demais veículos



Trabalhadores de braços cruzados aguardam definição sobre a greve


Desde as quatro horas da madrugada todas as garagens já estavam com movimento de paralisação, nenhum trabalhador entrou para fazer as viagens. Ficaram do lado de fora aguardando uma decisão por parte do sindicato que representa a classe. A principal reivindicação é o pagamento do décimo terceiro salário que até agora não foi feito pelas empresas. A Transmanaus alega que não tem dinheiro e argumenta que somente o aumento da passagem para R$ 2,50 iria possibilitar o pagamento. O prefeito Serafim Correa já disse que o aumento está fora de cogitação.


Por causa da greve o IMTU autorizou que os taxistas fizessem lotação e liberou o transporte alternativo e executivo para operar em diversas áreas onde normalmente eles não atuam.


A greve interessa aos empresários


O não pagamento do décimo terceiro salário iria naturalmente ocasionar uma movimento grevista e parece ser exatamente isso que os empresários queriam que acontecesse.


Eles acreditam que o transtorno que o movimento está causando a população irá fazer o prefeito conceder o aumento da passagem, o que, até agora, não foi confirmado. Há duas versões sobre este fato:


- a primeira, refere-se ao apoio que o atual prefeito recebeu dos empresários de transporte na última eleição. Se Serafim ganhasse, o aumento da passagem estaria garantido, como ele saiu derrotado, o prefeito eleito Amazonino não estaria disposto a conceder o aumento no início de seu mandato, desta maneira, a única forma dos empresários conseguirem o aumento é ainda da administração do atual prefeito; no entanto, ele não quer encerrar o seu mandato sendo responsável pelo aumento de 25% no valor da passagem de ônibus.


- a segunda versão diz respeito aos empresários quererem demonstrar boa vontade com o prefeito eleito. Amazonino não quer ser o responsável pelo aumento da passagens, e os empresários querem forçar Serafim a conceder o aumento.


Fiscais nas garagens


Ontem a tarde vários ficais do IMTU foram convocados às pressas para trabalharem nas garagens  e acompanhar o desenrolar do movimento grevista. Em todas as garagens os fiscais passavam informações sobre a paralisação. O diretor- presidente do IMTU, Waldir Frazão,  visitou as garagens na tentativa de convencer os sindicalistas a  encerrar o movimento. O interessante é que sendo, teoricamente, contrário ao movimento, Frazão chegava nas garagens e não era recebido pelos grevistas com animosidade.


O presidente do Sindicado dos Rodoviários, Josildo OLiveira, também visitou todas as garagens e contou com o apoio dos trabalhadores.


Na noite de sábado um panfleto anônimo foi distribuído aos rodoviários contendo várias acusações a Josildo.Uma das afirmações era que a greve não iria acontecer porque o presidente do Sindicato teria recebido 100 mil reais das empresas para não fazer a greve. Josildo reagiu com ironia: "Eles quebraram a cara, a greve está aí e só irá terminar quando o décimo-terceiro estiver na conta dos trabalhadores". Sobre os 30% da frota que deveriam operar durante a greve, Josildo afirmou que só não foram liberados porque as empresas temem a depredação dos veículos por usuários revoltados .


Na Viação Via Verde - onde passei a manhã toda - o clima foi bastante tranqüilo. Motoristas e cobradores se amontoavam do lado de fora da garagem conversando, contando piadas, esperando alguma novidade. Duas viaturas da ROCAM estavam no local para garantir a segurança.



Josildo Oliveira conversa com trabalhadores da Viação Via Verde


Reunião


Pela parte da tarde ocorreu uma reunião na Prefeitura para tentar encontrar uma solução.  Os empresários propuseram aos trabalhadores o pagamento das duas parcelas do décimo terceiro no dia 10 de dezembro, mas a proposta foi rejeitada pelo Sindicato dos Rodoviários. Sem uma solução, a greve corre o risco de estender-se até amanhã - um dia útil - e causar enormes transtornos a população.


Greve afetou comércios


Quem saiu hoje de casa teve uma visão diferente da cidade. Sem os ônibus, a cidade tinha outra aparência. Por morar entre as avenidas Djalma Batista e Constantino Nery, pude conferir a diferença sobre a ocupação do espaço urbano. Manaus não parecia a “Manaus que conhecemos", não falo em termos de melhor ou pior, mas apenas de diferente. À tarde fui ao Amazonas Shopping, conversei com alguns vendedores e todos diziam que o movimento de pessoas no local estava muito inferior a média de outros domingos. Fico pensando o que irá acontecer amanhã quando o comércio abre normalmente.


A greve dos rodoviários é legítima. Cobrar os direitos dos trabalhadores é um dever de todo sindicato. Porém deve-se ter o cuidado de não ser usados pelas empresas como massa de manobra para que estas conquistem o tão almejado aumento da passagem. No mais, posso até ser um idealista ultrapassado - como afirmam alguns do IMTU - mas um movimento como este merece respeito por sua força e objetivo.



Imprensa registra greve histórica



Uma visão diferente de uma cidade: Manaus sem ônibus



Escrito por Fiscais do IMTU às 20h46
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